O início do Feng Shui
Na China medieval, o Feng Shui era uma segredo muito bem guardado. Os seus mestres eram todos imperadores, aristocratas e alguns pertencentes a uma poderosa elite. Ao excluir o povo em geral dos ensinamentos do Feng Shui, esta elite garantia ainda mais a sua posição de destaque. Os mestres do Feng Shui eram muito bem recompensados pelas sua experiência e ensinamentos mas eram castigados severamente e até mortos se ajudassem ou ensinassem o povo comum.
Um grande mestre de Feng Shui, Yang Yunsang, escapou da Cidade Proibida ( o famoso complexo de Beijing onde morava o Imperador juntamente com o seu harém) durante a rebelião dos Bandidos Amarelos em 907 C.E. Yang procurou refugio nas montanhas a noroeste. Lá, ajudou os pobres usando as suas técnicas de Feng Shui. Ganhou o nome de “Salvador dos Pobres” e ainda hoje, Yang Yunsang é lembrado como um dos primeiros a divulgar os segredos do Feng Shui à população em geral.
Hoje em dia o Feng Shui é uma forma de vida em muitas partes da Ásia. Em Hong Kong, Singapura, Taiwan e na Malásia, os mestres do Feng Shui são chamados regularmente para aplicar os seus conhecimentos e trazer fortuna, saúde, felicidade e harmonia tanto em casa como na vida profissional. Na China, o Feng Shui está a voltar a se utilizado depois de ser bastante reprimido pelo regime comunista.
À medida que os asiáticos se mudaram para Oeste, também as suas tradições e costumes percorreram o mesmo caminho. A medicina oriental ( como a acupunctura e a medicina herbal ), a culinária, as artes marciais e muitas outras coisas foram adoptadas pela cultura ocidental fazendo com que cada vez mais a nossa sociedade se torne multi-cultural. Nos Estados Unidos e na Europa, o Feng Shui está a ser ensinado através de cursos de formação, revista, websites e também por alguns mestres que o praticam um pouco por todo o lado. Talvez chegue uma altura em que o Feng Shui seja visto como uma tradição mundial.
Muitas empresas do mundo ocidental adoptaram os princípios do Feng Shui, tais como: as Torres Trump, o MGM Grand Hotel, o Casino de Sydney, o Deepak Chopra Center e a Disneyland de Hong Kong.




